Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O governador Beto Richa formalizou, por meio de um decreto, a atuação integrada das polícias Civil e Militar no Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo (Graer), que agora é parte da estrutura da Secretaria de Estado da Segurança Pública. O delegado Renato Coelho e os investigadores Eduardo Miranda e Alessandro Pini são os três primeiros representantes da Polícia Civil no Graer.O secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, afirma que somente com ações de cooperação e comunhão de esforços será possível melhorar as condições de segurança em todo o Paraná. “A determinação do governador Beto Richa de integrar o Graer com as demais forças de segurança é estratégica para aumentar a eficácia das políticas públicas em ações de segurança, Defesa Civil e outras”, disse ele.O grupamento possui 38 integrantes militares, entre oficiais e praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, e poderá ter até quatro delegados pilotos policiais e doze investigadores (quatro pilotos e oito tripulantes operacionais).Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, a integração entre as polícias no Graer é muito importante e demonstra a sensibilidade do governador para com a segurança pública. Ele explica que o apoio aéreo é fundamental para missões de cumprimento de mandados de busca e apreensão, como plataforma de investigação e observação e até no acompanhamento de veículos roubados.

“O helicóptero tem um grande efeito inibidor. Ajuda na orientação de missões de alto risco e proporciona socorro e salvamento rápido de feridos, bem como no transporte de equipes táticas em missões especiais, tanto civis quanto militares”, afirma Michelotto. “Nas operações em que o helicóptero dá suporte às equipes de solo, a possibilidade de fuga de suspeitos é zero. É uma ferramenta que evita até mesmo o confronto, possibilitando um cerco eficiente e preservando vidas”, completa o coronel César Alberto Souza, subcomandante-geral da Polícia Militar.

TREINAMENTO — A Secretaria de Estado da Segurança Pública estuda soluções adotadas em outras instituições e trabalha em um projeto para, no futuro, criar uma estrutura própria para formação e instrução de pilotos e tripulantes operacionais, a partir dos quadros das duas instituições, que estão sendo recompostos pelo governo com a contratação de policiais.

“Em todo o mundo, as corporações que atuam na segurança pública formam seus efetivos na atividade policial e de emergência e posteriormente capacitam os profissionais com o perfil adequado e conhecimento para a atividade aérea”, explica o major Adonis Furuushi, subcomandante do Graer. “No futuro esperamos que cada corporação possa ter tripulações específicas para suas atividades e todas sob uma direção única”, diz.

O investigador Alessandro Pini, que foi integrado recentemente ao Graer, está indo ao Maranhão para fazer um curso de treinamento no Grupo Tático Aéreo, da Secretaria de Segurança Pública daquele estado, que concedeu uma bolsa. Devido aos riscos e responsabilidades envolvidos, são necessárias mais de 600 horas de treinamento até que um policial possa ser comandante de aeronaves utilizadas em ações policiais, de bombeiros ou de Defesa Civil.

MODERNIDADE — O delegado Jairo Estorilio, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sidepol), disse que a iniciativa do governo é inédita no Paraná e vai ajudar a modernizar a Polícia Civil. “Essa medida era muito necessária e vai ao encontro das iniciativas mundiais em relação ao que se espera de forças aeroespaciais. Temos exemplos no Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo. O Paraná não podia ficar para trás”, afirma Estorilio, que também é professor da Escola de Polícia Civil. “Não se trata apenas de uma estratégia de repressão, mas de uma ferramenta versátil para resgates e auxílio à população em casos de acidentes e catástrofes climáticas”, diz o delegado.

Atualmente o Graer possui uma central em Curitiba, no aeroporto Bacacheri, com três helicópteros e um avião. O programa Paraná Seguro prevê a aquisição de outras três aeronaves e três helicópteros para o grupamento.

Também estão sendo preparadas a estrutura e a equipe para a instalação da primeira base descentralizada em Londrina, no Norte do Paraná, no início do próximo semestre. A próxima será instalada em Foz do Iguaçu.

Desde outubro de 2010, quando foi criado, o Graer atuou em mais de 500 missões, entre apoio a ocorrências e operações policiais, salvamentos, patrulhamento, resgate e remoção aeromédica, buscas, salvamento aquático, combate a incêndios, entre outras.


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