A Polícia Civil do Estado do Paraná manifesta indignação com a forma como o
jornal Gazeta do Povo vem conduzindo suas reportagens a respeito de possíveis
usos indevidos de viaturas da corporação.

Na matéria “Delegados não serão afastados dos cargos”, escrita pelos jornalistas
Felippe Aníbal e Mauri König, publicada na página 11 da edição desta
quarta-feira (20) do periódico, os profissionais abrem a reportagem afirmando
de maneira taxativa que os policiais “não serão afastados porque a
irregularidade é considerada transgressão de natureza leve, segundo o Estatuto
da Polícia Civil”.

Na sequência, explicam que a investigação preliminar que trata das denúncias
feitas pelo jornal deve ser concluída até o próximo dia 29 e que, após isso, o
Conselho da Polícia Civil julgará o caso.

A mesma matéria apresenta uma declaração do secretário de Corregedoria e
Ouvidoria Geral do Estado, Cid Vasques, em que ele explica quais são as sanções
possíveis para aqueles que cometem transgressões de natureza leve.

Entretanto, em nenhum momento ele caracteriza o ocorrido com os policiais
denunciados pela Gazeta como transgressão ou irregularidade, como o jornal
tenta induzir ao leitor.

A pergunta é: quais irregularidades?

Até o momento nenhuma irregularidade foi comprovada. A investigação preliminar
ainda não foi concluída. O que há são as denúncias publicadas pelo jornal, em
que doze profissionais da Polícia Civil foram fotografados usando viaturas em
situações diversas.

Esse fato não pode ser tratado como irregularidade, transgressão ou qualquer
coisa que o valha até o momento, já que nada contra esses profissionais foi
provado até agora.

Não é responsável imaginar que as fotos feitas traduzem uma verdade
incontestável e que, baseado única e exclusivamente nelas, é possível condenar
ou induzir à condenação de qualquer profissional da Polícia Civil do Estado do
Paraná.

Quando se propõe a fazer jornalismo investigativo, o jornal e seus profissionais
não deveriam ignorar o fato de que uma investigação não é uma ação que ocorre de
forma linear.

Os jornalistas da Gazeta do Povo, ao seguirem os policiais civis, com certeza,
usaram de métodos não convencionais e trabalharam em horários não
convencionais. Por isso, imagina-se que tais profissionais saibam que, ao fazer
uma investigação criminal, o policial civil também pode ser obrigado a trabalhar
em locais e em horários não convencionais.

A Polícia Civil do Estado do Paraná em momento algum se negou a investigar as
denúncias feitas pela Gazeta do Povo, tanto é que a investigação preliminar
deve ser concluída em breve e que o Conselho da Polícia Civil julgará, com o
rigor necessário, todos aqueles que forem apontados por cometerem
irregularidades com as viaturas.

Todavia, a Polícia Civil do Estado do Paraná repudia toda e qualquer tentativa
de imputar culpa a qualquer profissional da corporação antes que esta seja
comprovada. Daí a crítica.
 http://www.policiacivil.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=5782

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