Assembléia vai ouvir direção do PR Previdência

decisão foi motivada pelas suspeitas em torno da aplicação de recursos do Paraná Previdência – fundo de aposentadoria dos servidores públicos estaduais – em um banco privado Ivan Santos, do Jornal do Estado As suspeitas em torno da aplicação de recursos do Paraná Previdência – fundo de aposentadoria dos servidores públicos estaduais – em um banco privado, levaram ontem a liderança do governo Requião na Assembléia Legislativa a fechar um acordo com a bancada de oposição para levar os diretores da instituição à Casa para explicar a operação. A decisão foi motivada pelas notícias de que o diretor de Finanças e Patrimônio do órgão, Mário Lobo Filho, teria autorizado, sem a aprovação do Conselho de Administração do Paraná Previdência, a aplicação de R$ 50 milhões em recursos do fundo no banco Pactual, contrariando a orientação do governador Roberto Requião (PMDB), de restringir esse tipo de investimento a instituições financeiras públicas. No final da tarde de ontem, e diante da repercussão das notícias, a diretoria do Paraná Previdência decidiu resgatar o dinheiro aplicado no Pactual, e nos bancos privados Bradesco e Unibanco. Criado no governo Jaime Lerner, o Paraná Previdência administra recursos da ordem de R$ 7,4 bilhões, advindo de contribuições do Estado e dos servidores, e foi formado para garantir a aposentadoria do funcionalismo paranaense. Depois que Requião assumiu o governo, em 2003, a orientação passou a ser de que os recursos do mesmo só poderiam ser investidos em títulos públicos e bancos estatais, em aplicações para as quais não houvesse risco. De acordo com informações publicadas ontem pelos colunistas Celso Nascimento (Gazeta do Povo) e Fábio Campana (O Estado do Paraná), porém, o diretor de Finanças do fundo, Mário Lobo Filho, teria autorizado, sozinho, no último dia 1º de abril, a aplicação de R$ 50 milhões em papéis do Banco Pactual, sem a autorização do Conselho de Administração. Além disso, Lobo teria promovido um seminário interno, supostamente com despesas ressarcidas pelo mesmo banco, sobre a proposta de uma nova política de investimentos para o Paraná Previdência. E o presidente do Pactual, Sérgio Cutolo, teria sido um dos principais palestrantes desse seminário. Para a bancada de oposição, se confirmadas as informações, o diretor deveria ser demitido do cargo. “Ou o discurso do governador de que os recursos do Paraná Previdência só poderiam ser aplicados em bancos públicos não era para valer, ou então ele (Mário Lobo) fez isso à revelia, e deveria ser demitido”, avaliou o líder da bancada oposicionista, deputado estadual Valdir Rossoni. A bancada apresentou ontem mesmo um requerimento de convocação de Mário Lobo e do presidente do Paraná Previdência, José Maria Corrêa, para explicar a operação. Por acordo, o requerimento foi retirado da pauta de votação da Assembléia, depois que o líder do governo na Casa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) se comprometeu a levar os dois à Casa na semana que vem. Rentabilidade — Em nota divulgada através da Agência Estadual de Notícias, Lobo Filho confirmou a aplicação dos R$ 50 milhões no Banco Pactual, mas garantiu que “tratou-se de operação absolutamente dentro das rotinas da instituição e de critérios de busca da rentabilidade com absoluta segurança”. Ele ainda defendeu a medida afirmando que “tampouco pode-se chamar o fundo mantido pelo Banco UBS-PACTUAL de pequeno porte, pois possui patrimônio de mais de R$ 6 bilhões de reais, superior a todos os demais em que a instituição mantém aplicações”. Sobre o seminário, o diretor garantiu que foi custeado com recursos do próprio Paraná Previdência “remanescentes de patrocínios de eventos anteriores”. (IS)

Fonte: http://www.bancarios.org.br/index.php?pg=noticiadodia&id=5353

 

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