Investigador que evitou fuga em Campina Grande do Sul será homenageado

O investigador Elizeu Correia Santana, de 45 anos, que no último domingo (12) evitou uma fuga na carceragem a Delegacia de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, deverá receber uma homenagem formal do Departamento da Polícia Civil. De acordo com o delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto, que recebeu o investigador em seu gabinete, nesta segunda-feira (13), o policial deverá receber uma comenda por “Ato de Bravura”.

Na tarde do último domingo, dois suspeitos armados invadiram a Delegacia de Campina Grande do Sul, numa tentativa de libertar presos que permanecem custodiados no setor de carceragem temporária, que abriga hoje 32 detidos. Eles aproveitaram o momento de entrega da marmita aos presos para abordar o investigador, que entrou em luta corporal com os dois. Um dos jovens foi ferido na mão, enquanto o outro, possivelmente menor de idade, conseguiu fugir. “Naquele momento, ou eu reagia ou eu estaria morto”, sentenciou o investigador.

Para o delegado-chefe da Divisão Policial da Região Metropolitana (DPMetro), Hamilton da Paz, a reação bem sucedida de Santana diante de uma situação real de risco deve servir de exemplo para os demais policiais. “Ele teve uma lucidez muito importante naquele momento e soube contornar a situação, evitando que uma tragédia pudesse acontecer”, disse.

Segundo o delegado-geral, a prisão do suspeito foragido “é uma questão de honra para a Polícia Civil”. Ao parabenizar o investigador, Michelotto expressou a intenção de realizar um procedimento por Ato de Bravura, em reconhecimento ao policial. Para ele, o episódio reforça a necessidade de analisar a realidade que os policiais civis enfrentam no dia a dia. “O crédito da culpa pelo sangue do Elizeu que foi derramado, ainda que, graças a Deus, superficialmente, é de todos os gestores que permitiram que a Polícia Civil se torna-se esse depósito de presos”, disse.

Michelotto ressalta que o caso deve servir como exemplo para que não haja mais presos nas delegacias. “Espero que haja mais sensibilidade da direção do sistema penitenciário e dos agentes penitenciários que, infelizmente, estão insensíveis à classe de policiais civis, pois eles podem, com certeza, receber mais presos, aliviando as nossas unidades”, frisou.

http://www.policiacivil.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=6063

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