Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

ADPF defende a PEC-37 como forma de evitar a “policialização” de um órgão que não foi criado para atuar como força de segurança pública

 

Três crianças ficaram feridas durante uma troca de tiros entre agentes do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP), do Ministério Público estadual, e traficantes do Morro do Estado, na região central de Niterói, na manhã desta terça-feira (19). Os agentes, que foram até o local realizar gravações de vídeo como parte de um trabalho de inteligência, alegaram que foram recebidos a tiros pelos traficantes.
Segundo a Polícia Militar, que foi acionada quando o confronto começou, diversas crianças ficaram na linha de fogo. Três ficaram feridas, sendo uma no pé, uma no tornozelo e outra na panturrilha. De acordo com o 12º BPM (Niterói), os tiros apenas nos membros inferiores demostram que os disparos foram feitos do alto do morro. Os agentes do GAP faziam gravações em vídeo em um dos acessos ao morro, perto da Rua Quinze de Novembro, no Centro do município.
Duas das crianças foram encaminhadas para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, e a terceira foi socorrida no Hospital Universitário Antonio Pedro, no Centro. O caso foi registrado na 76ª DP (Centro).
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) condenou a atuação do MP no caso. Segundo a ADPF, houve desvio de função de policiais e o emprego de servidores não policiais em grupo armado de investigação do MP. A entidade vem manifestando preocupação com a “policialização” do Ministério Público e, por isso, defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/2011, que deixa claro o papel de cada órgão da persecução penal.

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