Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Na madrugada de 27 de janeiro de 2012, alguns policiais encapuzados e sem comando “estouraram” no Parolin uma mansão/prostíbulo/jogatina. Na época a notícia veio como um armagedon em cima da Polícia Civil.
A mansão/prostíbulo/jogatina já havia sido estourada. Não foram poucas vezes. Em 07 de março de 2008, 02 de abril e 29 de maio de 2009, 29 de março de 2010, 20 de julho e 25 de novembro de 2011.
A mansão já era velha conhecida da polícia no governo Roberto Requião.
O problema deste tipo de ação “voluntariosa” de alguns policiais nos expõe a toda sorte de invasão. O que não foi compreendido é não existe restrição da polícia para este tipo de ação. Todavia o Departamento da Polícia Civil emitiu nota esclarecendo a sua posição como segue um trecho.

“O Departamento da Polícia Civil informa que a operação realizada na madrugada desta sexta-feira (27), que culminou com a apreensão de 40 máquinas caça-níqueis, em uma residência no bairro Parolin, em Curitiba, foi deliberada por oito policiais sem que a instituição fosse oficializada do evento.
Alguns policiais, em forma de milícia e encapuzados, agiram sem que estivessem respaldados da coordenação de um delegado de polícia. O Departamento da Polícia Civil entende que os referidos policiais se utilizaram de uma informação, que deveria ter sido notificada à Divisão Policial da Capital, ou ao delegado-chefe do 2º Distrito Policial, área de jurisdição do local onde ocorreram os fatos. Assim, sem a devida oficialização da Polícia Civil, não houve preparo estrutural para o transporte dos materiais apreendidos, que somente pela manhã foram encaminhados e armazenados na sede do 2º Distrito Policial da Capital.
A Polícia Civil reprova veementemente este tipo de ação e refuta qualquer operação que não tenha a segurança pública da sociedade paranaense como o seu principal foco. A instituição entende que a ação realizada nesta madrugada não representa a opinião dos cerca de quatro mil servidores que hoje compõem o quadro de policiais civis do Paraná.
Por determinação do delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto, eventuais imagens produzidas por veículos de imprensa no local abordado durante a madrugada serão solicitadas e encaminhadas à Corregedoria Geral da Polícia Civil, que deverá analisar possíveis transgressões disciplinares dos policiais.”

A partir daí o GAECO – GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE COMBATE AO CRIME Do Ministério Público oficiou o Departamento da Polícia Civil indicando Procedimento administrativo disciplinar em desfavor aos servidores Antônio Gabriel Castanheira Junior e Bernardo Fidalgo de Barros. Ambos participaram da invasão.
Isto posto gostaria de saber se a decisão do GAECO terá a mesma publicidade que foi dada para a invasão sem comando. Vamos aguardar…

Cópia do ofício do GAECO: 

http://claudiawas.blogspot.com.br/2012/12/efeito-bumerangue-da-mansao-do-parolin.html


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