Visando corrigir informações equivocadas veiculadas na imprensa, esclarecemos que nenhum Servidor da Polícia Judiciária foi preso por ato de corrupção, mas foram detidos e autuados em virtude de posse de arma e de munições. Os outros fatos ainda estão sob investigação e qualquer afirmação acerca deste assunto é temerária.

Considerando a fonte principal das informações, o desentendimento público entre os dois Delegados de Polícia, e o intenso e acalorado embate à nível nacional, entre os Membros do Ministério Público e da Polícia Judiciária, esta Comissão aguardará com a devida cautela o encerramento das investigações.

Ressaltamos que a bolha da “moralidade aparente”,  pode ser facilmente construída por qualquer Instituição, basta que seus membros não sejam fiscalizados ou, que sejam investigados apenas pelos próprios pares. Oportuno registrar que esta exceção à regra não encontra amparo na Constituição Federal.

Lutamos a cada dia para fazer da Polícia Judiciária uma instituição cada vez melhor, mas ao mesmo tempo, lutamos também para a construção de um novo Ministério Público, em que seus integrantes tenham coragem de abandonar os requintados gabinetes, e venham conhecer a dura realidade dos valorosos Policiais, que venham sentir o cheiro da pobreza extrema, da miséria moral e da violência sem causa. Que não fiquem recolhidos em suas redomas, acreditando que são os únicos profissionais honestos que habitam este planeta.

Os Promotores de Justiça deveriam comparecer e permanecer nos plantões das Delegacias de Policia,  para que pudessem enfim conhecer o alto risco de uma ação policial e a complexidade do processo de tomada de decisão, ainda  no calor dos acontecimentos.

Lamentamos que o Ministério Público, esquecendo o seu papel de fiscal da lei, alheio à miséria que cerca grande parte da população, passe a promover uma campanha ardilosa repleta de argumentos inverídicos. O Ministério Público não perderá nenhum poder de investigação, pois ninguém pode perder algo que nunca teve. A PEC/37, ao contrário do que afirma o Ministério Público, não representa impunidade, mas sim o retorno à sensatez e legalidade que deve nortear os princípios democráticos.

Não podemos esquecer que o Ministério Público tem, não só o poder de requisitar qualquer investigação, mas também a possibilidade de acompanhar a realização de todas as diligências, portanto é falaciosa a afirmação de que a Polícia Judiciária tem poderes para interromper ou não realizar determinada investigação.

Curitiba, 04 de abril de 2013.

Cláudio MARQUES Rolin e Silva.                     Jairo Estorilio

 

Vice-Presidente                                                  Presidente

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