A Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”, neste ato, representada por seu Coordenador Geral de Ações, vem a público esclarecer os seguintes fatos:

A prisão dos Policiais, supostamente envolvidos na tortura dos suspeitos da morte da Adolescente Tainá, além de ilegal, é de uma irresponsabilidade sem limites. Não há causa justificadora para decreto da prisão preventiva de Policiais que estavam em seus locais de trabalho e que sequer tiveram oportunidade de dar a sua versão dos fatos.

Os Policiais continuam presos e ainda não foram ouvidos pelos responsáveis pelos pedidos de prisão, numa clara demonstração de que a intenção é atrair a atenção da mídia,  humilhar os Policiais e mais uma vez, enxovalhar a Polícia Judiciária.

Toda e qualquer denúncia de tortura deve ser rigorosamente investigada, porém sem adoção de medidas abusivas e precipitadas, tendo como base a versão de apenas uma das partes.

A prisão destes Policiais é uma aberração jurídica, pois com base em laudos de lesões e depoimentos de suspeitos que foram investigados pelos próprios policiais, decretou-se uma medida restritiva de liberdade, como se as palavras dos suspeitos fosse verdade incontestável.

O GAECO mais uma vez agiu de forma precipitada, pois com a prisão desnecessária dos Policiais, perdeu completamente a isenção na busca da verdade, e fará de tudo para provar a sua tese de que os suspeitos foram torturados.

Em visita aos Policiais presos, ouvi as narrativas dos Investigadores, e todos, sem exceção, demonstram extrema convicção no resultado do trabalho realizado.

Alguns dos supostos  atos de tortura, são práticas de uma reprovável “cultura” de presos, que agem com violência contra acusados de crimes sexuais, porém atribuir esta conduta aos Policiais é uma insanidade.

Os militantes de Direitos Humanos que atuaram no presente caso, para tomar um posicionamento isento, deveriam também ter ouvido a versão dos Policiais, pois mesmo sendo Policiais, possuem direitos mínimos que precisam ser respeitados.

O vídeo contendo a confissão de um dos envolvidos na morte da jovem  Tayná demonstra que não há nenhum indício de que o suspeito tenha sofrido qualquer tipo de tortura ou coação, portanto insistimos em afirmar, que a prisão dos Policiais é uma grave INJUSTIÇA que precisa ser corrigida com urgência.

Claudio MARQUES Rolin e Silva

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”

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