Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Nota de repúdio e RECOMENDAÇÃO

10 de dezembro de 2013

Curitiba, 09 de dezembro de 2013.

 

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná e a Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”, vem a público externar a seguinte manifestação;

 

Lamentamos profundamente as interpretações equivocadas do Ministério Público de Santa Catarina que colocou em sério risco a integridade física de milhares de pessoas que assistiam ao  jogo entre Atlético Paranaense e Vasco.

 

Ação semelhante do Ministério Público do Rio de Janeiro, já tinha sido objeto  de repúdio da Federação Nacional dos Delegados de Polícia, uma vez que lá, o Ministério Público queria proibir que  Prefeitura e o Governo do Estado cedessem estrutura para socorro médico aos peregrinos presentes na Jornada Mundial da Juventude, sob alegação de que se tratava de um evento privado.

 

O lamentável episódio de Santa Catarina, foi resultado de uma soma de irresponsabilidades. De um lado, o Ministério Público com sua visão equivocada acerca  do que é segurança pública e, de outro, o Comando da Polícia Militar, por ter agido como se a Policia fosse subordinada hierarquicamente ao Ministério Público  e por ter acreditado que a importante missão preventiva da Polícia Militar pode ser desempenhada por qualquer pessoa ou grupo de pessoas comuns, desprovidas de treinamentos e habilidades necessárias.

 

Os Policiais são capacitados para tomar decisões, dar ordens e cumprir  ordens. Nenhum Delegado de Polícia ou Comandante da Polícia Militar deve admitir ingerências em seu trabalho que possam resultar em  prejuízos para a sociedade.

 

Diante do exposto,  RECOMENDAMOS que os Chefes das Polícias Judiciárias e Comandantes das Polícias Militares dos Estados, IGNOREM  toda e qualquer ORDEM, oriunda de qualquer Autoridade, ou  ainda,  as tais RECOMENDAÇÕES, oriundas do Ministério Público, e que de alguma forma, venham a  expor à risco,  a busca da verdade, o patrimônio, a liberdade ou a integridade física de qualquer cidadão, uma vez que as POLÍCIAS existem para SERVIR  e PROTEGER a sociedade a todo momento, em todo lugar e em qualquer situação, não importando se o evento é público ou privado.

 

No entendimento do Ministério Público, a copa do mundo é um evento público ou privado?

 

Repudiamos não só as cenas de extrema violência perpetradas por alguns torcedores, mas também repudiamos a ação atabalhoada do Ministério Público, que com sua intromissão indevida em assuntos de segurança, acabou por contribuir para a ocorrência do triste espetáculo que para sempre envergonhará o Brasil perante o resto do mundo.

 

Curitiba, 09 de dezembro de 2013.

Claudio MARQUES Rolin e Silva

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná.


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