Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

NOTA OFICIAL

20 de dezembro de 2013

A insistência do Coordenador Estadual do GAECO em não aceitar os Policiais designados pela Secretaria de Segurança Pública é incompreensível e desrespeitosa. Todos os Policiais designados para o GAECO, foram aprovados em concurso público, foram submetidos à minuciosa investigação de conduta e  concluíram o mesmo curso de formação na Escola Superior de Polícia.

A recusa em receber os Policiais indicados, soa como uma ofensa moral à todos os demais integrantes da Polícia Judiciária que são tratados com certo preconceito por alguns integrantes do Ministério Público.

As pessoas que não conhecem a Instituição se baseiam naquilo que ouvem dizer. Não podemos julgar uma Instituição sem conhecimento profundo de seu funcionamento. Há anos que ouvimos comentários de que o GAECO seria uma fonte de dossiês contra autoridades. Insistimos em não acreditar em tamanha irresponsabilidade.

Portanto, não vislumbro razões plausíveis para tanta celeuma, a menos que haja algum tipo de conduta contrária è ética e que deva ser mantido em absoluto segredo.

Estranhamente o mesmo GAECO que é contra o rodízio de Servidores, solicitou o afastamento de um Delegado de Polícia, pelo simples fato deste não ter sido substituído por três gestões de Delegados Chefes que o mantiveram como Delegado Adjunto.

O Ministério Público se utiliza de toda a estrutura cedida pela Secretaria de Segurança, enquanto distribui suas próprias verbas aos seus membros como pagamento dos mais diversos auxílios, dentre estes o famigerado auxílio alimentação retroativo à maio de 2004, que consumiu o valor de 37 milhões de reais. Este é um caso notório de imoralidade coletiva.

O rodízio além de ser medida absolutamente legal, é altamente recomendável, pois se esta regra vigorasse desde 2003, o vergonhoso caso João Marcos, não teria sido mantido em segredo durante todos estes anos.

A Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves, está analisando minuciosamente todas as investigações feitas pelo GAECO e que culminaram em prisões de Policiais, pois há fatos que chamam a atenção devido à precariedade dos indícios e a gravidade das medidas concedidas pelo Poder Judiciário.

As apurações deverão estar concluídas em março de 2014, e havendo indícios de irregularidades, exigiremos providências do Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público.

 

Claudio Marques Rolin e Silva

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná


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