Considerando o teor da reportagem  publicada  no Jornal Gazeta do Povo, edição de 07 de março de 2015, na pagina 08, no caderno Vida e Cidadania, O Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

A corrupção policial sempre foi e será combatida com extremo  rigor pela Polícia Judiciária, porém sem precipitações e com extremo profissionalismo, fatores estes quase sempre ausentes nas ações do GAECO, notadamente no Caso Tayná.

O pesquisador Pedro Bodê fala acerca do suposto corporativismo existente no meio dos Delegados de Polícia e Oficiais da Polícia Militar, mas se silencia completamente sobre o corporativismo doentio e criminoso dentro do  Ministério Público.

O Procurador Leonir Batisti, antes de se manifestar sobre os integrantes da Polícia Judiciária, deveria saber que integra uma Instituição que não é fiscalizada e nem investigada por nenhuma outra Instituição desde 1988, portanto não tem a necessária qualificação moral para se pronunciar sobre transparência.

A alegação de supostas subnotificações de condutas ilícitas dos integrantes das Polícias é mecanismo espúrio e covarde para denegrir a imagem das Polícias perante a opinião pública. È um meio criminoso de lançar uma cortina de fumaça na vã tentativa de  aplacar as severas críticas da sociedade no que se refere ao recebimento de auxílios alimentação e moradia por parte dos fiscais da lei.

Não só a Corregedoria, mas toda Unidade da Polícia Judiciária  sempre esteve e estará aberta a qualquer tipo de fiscalização, pois nada temos à temer ou ocultar da sociedade em matéria de transparência, portanto a manifestação  do Procurador do GAECO além de inoportuna é falaciosa.

Por fim, desafio o Procurador Geral de Justiça do Paraná, a abrir ao público e aos Delegados de Polícia o conteúdo dos arquivos da Corregedoria do Ministério Público, ou a vir à público discutir abertamente os indícios do caso João Marcos ou as trapalhadas praticadas pelo MP no rumoroso Caso Tayná.

Qualquer cidadão ou pesquisador tem o direito de criticar veementemente a Polícia,  mas jamais admitiremos que um integrante do Ministério Público, cuja conduta está longe de ser um exemplo, venha a achincalhar os integrantes da Polícia Judiciária alegando supostas subnotificações de condutas ilícitas.

 

Curitiba, 10 de março de 2015.

 

Claudio MARQUES Rolin e Silva

Presidente do SIDEPOL/PR