No Paraná, segundo o Presidente do SIDEPOL esta economia seria ainda muito maior, o que evitaria que alguns integrantes destes poderes “conquistassem” verdadeiros prêmios de loteria sem necessidade de jogar, como as noticiadas hoje pelo brilhante colunista Celso Nascimento.

Considerando que sequer foi possível a correção dos índices da inflação para os Servidores da ala-senzala do serviço público do Paraná é que defendo que a corrupção pela via jurídica deve ser combatida com rigor, pois é tão ou mais perniciosa do que a corrupção pelas vias normais.

Vamos promover uma ampla conscientização da necessidade destes poderes devolver aos cofre públicos, com incidência de juros e correção monetária, todos os valores imorais recebidos sob o pomposo nome de “auxílios”, pois é inadmissível que diante da realidade social no Brasil, um servidor público que recebe cerca de R$30.000,00 por mês se julgar no direito de receber “auxílio alimentação moradia”.

O Ministério Público como fiscal da lei, fecha os olhos à estes abusos porque também se acostumou à promover farras com dinheiro público, como disse é o “fiscal do pudor” que anda com as nádegas à mostra.

È louvável o combate à corrupção alheia, mas este Ministério Público deve aprender a olhar para sí e contemplar a sua própria corrupção que ameaça até mesmo o regime democrático.

Para os Procuradores e Promotores de Justiça é fácil afirmar que não vão “desistir” do Brasil, pois nenhum imbecil oportunista desistiria, mas resta saber se esta imoralidade no trato com dinheiro público não acabe por fazer com que os empresários, trabalhadores e empreendedores, que verdadeiramente sustentam esta nação, DESISTAM do Brasil.

Temos que lutar por mudanças e combater a “máfia da toga” que se utiliza da corrupção pela via jurídica.

Marques Claudio Rolin e Silva.
Presidente do SIDEPOL/PR

 

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