O Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à revista alemã Capital, afirmou que a Presidente Dilma Rousseff é uma pessoa honrada. Inteira razão lhe assiste, pois até o momento não há contra a Presidente nenhum indício de prática ou envolvimento em qualquer crime em investigação. Diante desta situação, falar de processo de impeachment é puro oportunismo e verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito. È certo que a Presidente não é um mar de simpatia e muitas vezes não consegue exprimir de forma adequada a informação que se processa em sua mente, mas e daí, ela venceu as eleições e entendo que este resultado democrático deve ser respeitado. O que garante a continuidade e o fortalecimento da democracia é o fiel cumprimento das leis. Não podemos esquecer também que a mesma empresa que doou sete milhões ao PT alegando supostas ameaças, também doou oito milhões e duzentos  ao candidato do PSDB. Uma estranha delação. Acredito na integridade da Presidente Dilma Rousseff, pois foi ela que sancionou a Lei de Acesso  à informação que abriu as verdadeiras caixas pretas de todos os Poderes, expondo as mazelas até mesmo do Ministério Público, o todo poderoso “fiscal do pudor alheio” que  infelizmente insiste em andar  com as nádegas à mostra. Uma vergonha. Também foi a Presidente Dilma Roussef que aprovou a lei que concedeu maiores garantias e poderes aos Delegados de Polícia. Não podemos esquecer  que, ao contrário do que faz crer o Ministério Público Federal e todos os demais caçadores de “onças abatidas”, foram os Delegados de Polícia e seus Agentes que  deram início às investigações que culminaram na operação Lava Jato. Se dependesse dos “fiscais da lei” nada teria vindo á tona. Causa-nos estranheza e repúdio o teor  das declarações do  Presidente da CUT de conclamar o povo a defender a Presidente Dilma Rousseff com armas na mão. Afirmou que foi mal interpretado, mas como interpretar bem uma afirmação tão inoportuna e infeliz? As manifestações e protestos, desde que pacíficos, são ingredientes naturais de uma verdadeira e vigorosa democracia. Portanto, ao participar dos protestos, evite levar objetos que possam ser utilizados para prática de agressões. Quando perceber que uma pessoa ou grupo está praticando atos de vandalismo ou violência, sente-se imediatamente de forma a permitir que a Polícia identifique com segurança os envolvidos na prática delituosa. Evite conduzir mochilas ou bolsas que possam dar a impressão de transporte ou ocultação de objetos proibidos. Procurem filmar as pessoas que lancem pedras ou coquetéis molotov contra as Forças Policiais, pois os Policiais estão alí para garantir o seu direito de protestar em segurança. O Policial também é humano, e o mesmo desejo que você tem de voltar para sua casa e ser abraçado por seus familiares, também é o desejo do Policial. Concluindo, não radicalize e nunca se esqueça de que a Bíblia afirma que o AMOR NUNCA FALHA. Proteste, mas proteste com amor e ao final retorne para casa como um cidadão que entende o que é uma verdadeira democracia. Antes que me critiquem, não sou filiado à nenhum partido, não gosto da Presidente Dilma e  nunca votei nela, mas a respeito como  Presidente, e todos os dias oro por ela com manda a Bíblia. Votei em Marina Silva no primeiro turno e em Aécio Neves no segundo turno, mas isso não me impede de reconhecer as qualidades de nossa Presidente e manter o entendimento de que a democracia é fortalecida quando as leis são respeitadas. Quanto a instituir o parlamentarismo no Brasil um alerta à todos, nenhum regime será  capaz de corrigir a deformidade do caráter. Isto vale para a situação e também para a oposição. O povo está cansado de ser enganado. Quanto ao impeachment, diante da irresponsabilidade com que o tema é tratado, só seriam válidos os votos dos parlamentares que escrevessem corretamente o nome do processo. Não vale impetiman, empeatchement, imptimam, imptximan, impitx-man ou im-pixsman. Penso que é melhor uma questão de múltipla escolha.

 

Claudio MARQUES Rolin e Silva – Delegado de Polícia- Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná – Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.