O Delegado Claudio Marques Rolim e Silva, conhecido por seu engajamento em ações contra a corrupção em diversas esferas do poder público, divulgou uma nota de esclarecimento sobre as declarações realizadas pelo promotor público da GAECO Denilson Soares de Almeida, em reportagem da Gazeta do Povo (link http://goo.gl/FIIbKO). Confira abaixo a nota escrita por Marques:

 

Nota de esclarecimento:

 

O promotor  público do GAECO, Denilson Soares de Almeida, ao se referir sobre a decisão unânime de trancamento da ação penal, por “ausência de justa causa”, determinada pela justiça no caso que ficou conhecido como Mansão Cassino, segundo a reportagem do Jornal Gazeta do Povo, teria afirmado que: “o despacho da 2.ª Câmara foi equivocado  e que se não houvesse indícios e provas, ele (o ex-delegado geral) não seria presonão seria denunciado”. Disse ainda que  “ a decisão da 2.ª Câmara é grave, foi um fato atípico da justiça e que causa perplexidade, pois já havia audiência marcada para a semana que vem”. Não sei o que estaria querendo dizer o ilustre  promotor  ao afirmar que a decisão foi um fato “atípico” da justiça, como se os Juízes estivessem impedidos de discordar da “investigação” promovida pela parte acusadora. Todavia, se os promotores públicos do GAECO desejam discutir indícios e provas, lanço o desafio para que estabeleçam uma data para discutir publicamente também os indícios e provas do Caso João Marcos, e ainda, os indícios e provas que constam na fantástica investigação de denúncia de tortura dentro das instalações do GAECO de Curitiba, e que foi investigada pelo próprio GAECO, e que concluiu que o GAECO não havia praticado tortura. Vamos ver se a sociedade também não ficará “perplexa” com o entendimento dúbio sobre o que os promotores públicos do GAECO consideram “indícios” e “provas” quando os acusados são Policiais ou cidadãos comuns e o que eles não consideram como “indícios” e “provas”, quando o acusado é membro do Ministério Público ou  integrante do GAECO. Aguardo ansiosamente a realização de uma audiência pública para discutir  abertamente e com a participação da imprensa, todos os “indícios” e “provas” do caso João Marcos, do Caso Tayná e do caso de tortura dentro do GAECO de Curitiba.  Desafio ainda o Procurador Geral de Justiça, Dr. Gilberto Giacóia, a promover a abertura dos arquivos da Corregedoria do Ministério Público do Paraná, para que a sociedade analise qual das duas instituições é mais rigorosa e transparente na apuração dos desvios de conduta de seus integrantes. Aguardo a resposta do Procurador Geral sobre a abertura dos arquivos da Corregedoria do MP e a resposta dos promotores públicos do GAECO, para a discussão aberta sobre  os “indícios” e “provas” que constam nos casos citados.

 

Claudio MARQUES Rolin e Silva

Delegado de Polícia

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves