A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol) e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol) estão organizando uma paralisação da categoria, marcada para ocorrer na próxima quarta-feira (21), em todo o Estado. A mobilização é um ato de repúdio contra a Operação Aquiles, orquestrada pelo GAECO, que levou à prisão do Delegado Rubens Recalcatti e de outros nove policiais civis. O presidente do Sidepol, Cláudio Marques Rolim e Silva, afirma que há provas de que o GAECO foi avisado anteriormente da ação dos policiais e se negou a participar.

A paralisação ocorrerá das 8h30 às 20h, no interior a concentração será nas sedes das Delegacias e na capital em frente a Escola Superior de Polícia Civil (Rua Tamoios, n° 1.200, Bairro Vila Isabel). O ato tem cunho social e, durante sua ocorrência, serão atendidos os casos de flagrante, a fim de não prejudicar a população. Também  serão recolhidos donativos e doações de sangue nos locais da mobilização.

A Escola Superior de Polícia Civil promove ainda um debate, marcado para às 8h30, com o tema ‘Ciclo Completo, desmilitarização e carreira única’, do qual participarão diversos delegados, inclusive o Dr. Henrique Hoffmann.

A manifestação dos Delegados reivindica a igualdade de tratamento com o cidadão comum. Que se respeitem os direitos e garantias individuais, abrangido no tema: o princípio da legalidade, presunção de inocência, devido processo legal, ampla defesa e contraditório, visto que todos os policiais detidos possuem endereço fixo e não se omitiram de comparecer a nenhum chamamento para a prestação de esclarecimentos. Não é possível, no Estado Democrático de Direito, prender para depois investigar.

Os promotores do Gaeco elegem os alvos de forma sensacionalista, precipitam-se nas conclusões e divulgam dados sigilosos. A paralisação dos delegados de polícia é um ato de defesa da correta e legal aplicação das leis, pois se ninguém protestar, qualquer cidadão também poderá ser vítima deste abuso de poder.