Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Nota conjunta SIDEPOL/ADEPOL PR

27 de outubro de 2016

Em Assembleia Geral Extraordinária das entidades representativas dos Delegados de Polícia do estado do Paraná – ADEPOL/SIDEPOL – realizada na data de 26 de outubro de 2016, ficou decidido por maioria de votos, a não deflagração de greve dos Delegados de Polícia.

No entanto, em face do desrespeito aos acordos anteriormente firmados por parte do Governo do Estado – que tem gerado mais problemas do que soluções por falta de um negociador habilidoso, e, por isso, a cada dia que passa vem perdendo a pouca credibilidade de que goza perante a classe policial – e diante das constantes violações aos direitos mais comezinhos dos Servidores Policiais, restou decidido, pela quase unimidade de votos, na referida Assembleia Geral Extraordinária Conjunta, que os Delegados de Polícia do Estado do Paraná prosseguirão no apoio ao movimento regista deflagrado pelo SINCLAPOL, movimento grevista esse que vem sendo conduzido com extrema responsabilidade por parte dos representantes da citada entidade sindical, pois dentro da mais estrita legalidade, o que motivou o apoio dos Delegados de Polícia.

A classe dos Delegados de Polícia do estado do Paraná manterá, portanto, o total apoio às justas reivindicações pleiteadas, adotando sempre a devida cautela para manutenção da legalidade das ações do movimento.

Temos que atentar, afinal, para o fato de que as últimas trágicas ocorrências em que integrantes da Polícia Judiciária deste Estado perderam a vida foi justamente quando estavam atuando em desvio de função, na guarda e escolta de presos.

Destarte, conclamamos os Delegados de Polícia Chefes das Unidades Policiais que se abstenham de qualquer interferência no movimento grevista sem que haja motivo relevante.

Diante de qualquer dúvida ou dificuldade, solicitamos que se faça contato com os Diretores do SIDEPOL-PR e/ou da ADEPOL-PR para que, juntos, possamos solucionar possíveis impasses com o Presidente e Diretores do SINCLAPOL.

À exceção do Centro de Triagem que tem como atribuição a realização de escoltas, solicitamos aos Delegados de Polícia que se abstenham de ordenar a realização de escoltas de presos para audiências, pois esta não é atribuição da Polícia Judiciária.

Por outro lado, por ser a Polícia Judiciária uma instituição de defesa da sociedade, a fim de evitar o avanço do crime organizado, solicitamos especial atenção sobre a necessidade e urgência de deflagração de operações que envolvam quadrilhas de elevada periculosidade e que, porventura, estejam represadas em razão de greve.

Prosseguiremos nas tratativas junto ao Governo do Estado visando alcançar a um resultado satisfatório que permita a interrupção do movimento, pois a paralisação nunca foi o desejo de nenhum Policial, e só foi deflagrada como último recurso diante da insistência do Governo em violar os mais elementares direitos dos Servidores da Polícia Judiciária para garantir os mais inusitados abusos por parte de integrantes de outros Poderes e Instituições, deixando a sociedade paranaense à mercê da criminalidade.

Elogiável, no entanto, a atitude dos Deputados Estaduais que, participando do enfrentamento deste momento de dificuldade, concordaram com a redução das receitas da ALEP. esperamos que outros Poderes e Instituições se sensibilizem com a crise e também sigam este exemplo, pois não podemos nos calar diante da existência de “ilhas de prosperidade”, fontes geradores de vergonhosos abusos com o dinheiro público, custeados com o sangue de Policiais, com o esforço dos empreendedores e com o suor dos trabalhadores.

Ou a crise existe para todos ou não existe para ninguém.

 

Curitiba, 27 de outubro de 2016.

 

Para acessar a nota oficial, clique aqui.


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