Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

2016OUT - greve sinclapol (2)

 

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná, diante da paralisação parcial de integrantes da Polícia Judiciária, vem à público prestar os seguintes esclarecimentos:

Ao contrário do que afirmam integrantes do governo, desde o ano de 2013 lutamos para transformar as Delegacias de Polícia em verdadeiros centros de promoção da cidadania, com a eliminação completa das carceragens ilegais.
Quando os integrantes da Polícia Judiciária passam a se dedicar exclusivamente à missão constitucional de investigar crimes, há uma acentuada queda dos índices de homicídios, pois se esvai a certeza da impunidade.
As escalas de serviço de nossos Servidores, extrapolam em muito o total de 40 horas semanais, e vários Delegados estão respondendo por duas ou mais unidades, sem nenhum ressarcimento pela atividade extra.
Estamos há décadas colaborando ainda na custódia de presos em Delegacias, e é maior o número de Policiais Judiciários que perdem a vida na guarda ilegal de presos do que em operações próprias decorrentes da investigação. Nossos Servidores pagam um preço de sangue cumprindo uma missão que não é da Polícia Judiciária.
Nossas viaturas não possuem nenhum nível de blindagem, o que aumenta ainda mais o risco de vida dos nossos Agentes, pois a cada dia aumenta a quantidade de armamento pesado apreendido em poder de pequenas quadrilhas.
Durante todos estes anos temos negociado com o Governo, e temos dado a cada dia nossa enorme parcela de contribuição em defesa da sociedade. Esperamos no mínimo respeito e reconhecimento.
Entendemos o difícil momento que atravessa a nossa nação. Sabemos da necessidade de ajustes, mas verificamos que nenhuma alteração mais aprofundada, além da simples violação aos mais elementares direitos dos Servidores e dos trabalhadores, está sendo implementada. Por meio de falas desconectadas da realidade, buscam uma forma segura de jogar a opinião pública contra os Servidores da “ala senzala” para garantir a continuidade da farra na “casa grande”.
Com o desrespeito aos direitos básicos, buscam o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) para não ameaçar o PIC (Produto Interno da Corrupção), destinado à promoção das farras futuras.
Nenhum representante do governo fala em estabelecer o novo modelo de autonomia financeira restrita, voltada apenas à investimentos na atividade fim. Não se fala em retirada do Fundo de Participação dos Estados da base de cálculo de repasses aos outros Poderes e Instituições, que capitaneadas pelo Ministério Público, promovem a lavagem moral das verbas desviadas, dando o pomposo nome de “auxílios” ao horrível ato de corrupção jurídica. Não se fala em diminuição do número de cargos comissionados, ou na contenção dos tradicionais abusos com verbas públicas .
No Paraná, a soma dos salários de apenas cinco Procuradores de Justiça, referente apenas ao mês de janeiro de 2016, representou valor superior ao tríplex do Guarujá, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente Lula, que segundo o Ministério Público Federal, é o líder da maior organização criminosa de todos os tempos e o maior beneficiado nos doze anos da “propinocracia”. Ou Lula é um corrupto incompetente, ou os adeptos da corrupção jurídica são muito mais gananciosos.
Não se fala também na extinção do odioso foro privilegiado, a última trincheira segura dos corruptos e que tem sido usada para arquivar investigações promovidas pelas Polícias Judiciárias.
Mesmo diante de todos estes abusos com verbas públicas, a violação aos direitos mais elementares dos servidores e trabalhadores, foi o único caminho escolhido para ser trilhado.
Por essas razões, com as devidas cautelas para não permitir o avanço do crime organizado e não violar direitos dos cidadãos vítimas de crimes mais graves, apoiaremos todas as medidas de protesto adotadas pelos integrantes da Polícia Judiciária, em cumprimento ao objetivo 11 do Pacto pela Moralidade, Legalidade e Cidadania.
O cerco total à corrupção comum e jurídica é o único caminho a ser seguido pela Polícia Judiciária, pois o desvio de recursos públicos é a fonte geradora de todas as graves violações aos Direitos Humanos que assolam a nossa nação.
Não podemos permitir que Policiais que arriscam a vida todos os dias em defesa da sociedade, sejam continuamente desrespeitados em seus direitos mais elementares por um governo que insiste reiteradamente em descumprir acordos firmados e infringir a legislação vigente, para garantir verbas extras aos adeptos da corrupção jurídica.

 

Claudio Marques Rolin e Silva

Presidente do SIDEPOL/PR

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.

 

Imagens: Facebook SINCLAPOL Paraná


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