Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Em entrevista à Jornalista Mônica Bergamo, publicada no site da revista CONJUR, em 24/10/2016, o Ministro Gilmar Mendes, ao se posicionar contra a cultura dos privilégios, afirmou que juízes, promotores e Delegados de Polícia, estão usando o discurso do combate à corrupção para defesa de privilégios.

Elogiáveis as sábias e corajosas palavras do Exmo. Ministro, porém registramos que há um claro equívoco no que se refere à inclusão dos Delegados de Polícia no rol de autoridades criticadas.

Para fins de conhecimento, representantes dos Delegados de Polícia de todas as Unidades da Federação, reunidos em Brasília, irmanados no propósito de dar um fim aos abusos com verbas públicas e aos odiosos privilégios disfarçados de garantias, firmaram em 07 de junho de 2014 o Pacto pela Moralidade, Legalidade e Cidadania dos Delegados de Polícia do Brasil.

O teor do documento foi enviado aos representantes de todas as Instituições, inclusive do Supremo Tribunal Federal, porém por tocar em pontos nevrálgicos da cultura de privilégios e da corrupção jurídica, todos se mantiveram no mais absoluto silêncio.
Confirmando o equívoco da inclusão dos Delegados de Polícia no rol de autoridades beneficiadas com a corrupção jurídica, convém ainda tomar conhecimento do teor dos Enunciados do I e II Encontro Nacional dos Delegados de Polícia sobre Aperfeiçoamento da Democracia e Direitos Humanos.

Aliado à estas ações, lançamos em janeiro deste ano o livro Operação Sepulcros Caiados I – Desvendando a “face oculta” do Ministério Público Brasileiro, livro de ciência política que expõe de forma cristalina o alto grau de prejudicialidade social da corrupção jurídica que, aliada ao foro privilegiado, é o pilar de sustentação da corrupção política.

As 10 medidas de combate à corrupção defendida pelo MPF, é um mecanismo vergonhoso e covarde que está sendo usado pelo Ministério Público para iludir a sociedade e, ao mesmo tempo, tentar manter intacto o foro privilegiado e a autonomia financeira plena, mecanismos garantidores da impunidade dos adeptos da corrupção jurídica.

Por fim, para reforçar o equívoco da inclusão dos delegados de polícia no rol de autoridades criticadas pelo nobre Ministro Gilmar Mendes, recomendamos a atenta leitura das 07 Medidas de Combate à Corrupção Jurídica, que pode ser vista na íntegra no site www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br.

 

Curitiba, 01 de novembro de 2016.

 

Claudio Marques Rolin e Silva
Delegado de Polícia Judiciária do Paraná-Presidente do SIDEPOL/PR -Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.


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