Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O Governo do Estado do Paraná, ao realizar a enquete, deveria formalizar a pergunta aos Servidores Públicos de forma correta. Deveria indagar quais os direitos básicos que os Servidores gostariam de sacrificar para que o governo possa garantir a integralidade dos repasses ao Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério Público, para que estes possam continuar promovendo a farra da corrupção jurídica.

Aos servidores públicos comuns, o governo pergunta se querem sacrificar as promoções e progressões ou se querem sacrificar a data base. Age  como se estes direitos fossem algum tipo de privilégio imoral ou ilegal.

Ao mesmo tempo em que alardeia a crise e busca sacrificar direitos básicos dos Servidores, o Governo do Estado se recusa a rever os repasses a estes Poderes e Instituições, se recusa a retirar da base de cálculo o Fundo de Participação dos Estados e, segundo a apresentação do Secretário Mauro Ricardo, as receitas do Ministério Público, Poder Judiciário e Tribunal de Contas, terá um aumento de mais de 20% em 2017. Isto significa que, além de salários de R$325.000,00 (Trezentos e vinte e cinco mil reais), estarão garantidos ainda a continuidade dos penduricalhos da corrupção jurídica.

Talvez seja uma forma transversa de alguns integrantes do governo assegurar a impunidade ou garantir que as ações pendentes caminhem rumo à prescrição, ao que chamamos de reserva técnica de imoralidade.

Desafio os integrantes do Governo a encaminhar ao Ministério Público, Judiciário e Tribunal de Contas, semelhante enquete, indagando quais dos “penduricalhos” da corrupção jurídica as “excelências” gostariam de “sacrificar”: auxílio moradia ( ), auxílio alimentação ( ), auxílio saúde ( ), paletó ( ), verbas retroativas que nunca cessam ( ) indenizações que nunca terminam. ( conheça e apoie as 07 Medidas de Combate à Corrupção Jurídica- acesse os sites  www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br)

Não adianta alegar que tais instituições são detentoras de autonomia financeira, afinal todas as verbas saem do mesmo cofre público e tem origem no esforço conjunto de toda a sociedade.

Diferente das verbas indenizatórias destes “Poderes”, todas as verbas recebidas pelos Servidores são decorrentes de direitos previstos na Constituição Federal, nenhuma delas foi aprovada por simples “resolução” dos adeptos da corrupção jurídica. Trata-se de um direito líquido e certo de todos os Servidores Públicos do Paraná que, antecipadamente, já deram sua cota de sacrifícios para o enfrentamento da crise.

Nossa resposta ao Governo do Estado já é conhecida: Não aceitaremos sacrificar nenhum dos nossos direitos básicos para garantir a impunidade de alguns que insistem em manter a continuidade das “ilhas de prosperidade”, dos adeptos da corrupção jurídica.

Ou a crise existe para todos, ou a crise não existe para ninguém.

 

Claudio Marques Rolin e Silva.

Presidente do SIDEPOL/PR

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos  Humanos Irmãos Naves.

Lidera uma campanha nacional pelo FIM DO FORO PRIVILEGIADO.

Acesse os sites – www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br

Apoie as 07 MEDIDAS de Combate à CORRUPÇÃO JURÍDICA.


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