Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

Apesar de alardear que o Paraná é um oásis de riqueza em meio a um deserto de crise, o Governo do Estado inicia todo os anos enviando um “pacote”, cujo conteúdo atinge somente os Servidores Públicos, apontados pelos políticos como responsáveis pelo esfacelamento da economia. Professores reunidos em frente à Assembleia foram impedidos de entrar na “casa do povo”. Caros professores, não se iludam. Tudo o que o governo enviar será aprovado prontamente pelos Deputados da “base do camburão”. Não gastem energia e nem dinheiro com curativos para futuros ferimentos de balas de borracha. Sejamos inteligentes. A ALEP nunca foi e nunca será a casa do povo, é, na verdade, a casa da “sogra” para deputados corruptos e integrantes do Judiciário e do Ministério Público, adeptos da corrupção jurídica.

Alguns incautos líderes classistas afirmam que recorrerão ao MP e Judiciário contra o Governo. Ainda não perceberam que há um aparente acordo entre Governo e estes poderes, no sentido de que nenhuma ação de servidores prosperará em troca da manutenção dos repasses integrais para garantia da continuidade da farra do “auxilioduto”. Para jogar a opinião pública contra os servidores, os deputados ardilosamente afirmam que “não irão aumentar tributos dos contribuintes para garantir ‘benesses’ de servidores”. Nunca pedimos isso, pedimos apenas que parem com a farra com verbas públicas. Nada mais.

As operações desencadeadas pelas Polícias Judiciárias representam fonte segura de aumentos de verbas aos adeptos da corrupção jurídica. Rodrigo Janot, em ano de extrema crise, garantirá ao MPF um aumento de um bilhão de reais. No Paraná, em ano de extrema crise, o Procurador Geral de “Justiça” recebeu de salário, em janeiro de 2016, “apenas” R$ 325.000,00. Outros 118 integrantes do MP estadual  receberam somas de “apenas” R$ 200.000,00. Uma merreca. A mensagem que retirava o Fundo de Participação dos Estados dos repasses, que garantem esta farra, não foi aprovada pela “bancada do camburão”. Ninguém reagiu, e agora teremos um novo pacote, ou melhor, “embrulho”.

Ano após ano, com o sacrifício dos mais básicos direitos dos nossos servidores, estamos ajudando os deputados “a pagar a conta da impunidade,” no caso dos “Fantasmas da Assembleia”. Nelson Justus não será punido e se for condenado, será apenas após completar 70 anos, para não ser obrigado a cumprir a pena. Todos os Deputados sabem que um único procurador de justiça tinha, na ALEP, quase um time de futebol de “fantasmas”. O Ministério Público Estadual sabia destes fatos desde 2002 e, ao invés de combater a prática, optou por perseguir o Advogado Vitor Hugo Burko, autor da denúncia. Uma vergonha.

No “pacote da impunidade”, que está sendo pago pelos Servidores, também está incluído o secretário Ezequias Moreira. Ambos os citados jamais irão para a prisão enquanto os repasses ao Judiciário e MP estiverem em dia e cada vez mais “azeitados”. Tenho até certa admiração por este secretário, pois apesar de ter sido desonesto com a sogra fantasma, ao ser flagrado, devolveu integralmente os valores desviados. Um exemplo a ser seguido pelo Ministério Público Brasileiro, no que tange aos desvios de verbas através da corrupção jurídica. O novo Presidente do Tribunal de Justiça afirmou que “fará esforços para garantir as conquistas orçamentárias do Judiciário”. Nem precisa se “esforçar” muito, basta seguir a política de garantia de  impunidade dos citados e de outros privilegiados.

Em Londrina, a Polícia Judiciária está sendo duramente criticada pela imprensa devido a demora na conclusão de inquéritos policiais de homicídios. Interessante é que a mesma imprensa  nunca cobrou a solução do homicídio de João Marcos de Almeida e Silva, que deveria ser apurada pelo GAECO, afinal o Procurador Leonir Batisti tem o dever moral de indicar quem matou a Tayná e quem matou João Marcos, na fatídica noite de 21 de junho de 2003. Neste ano, a Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves ajudará o GAECO  de Londrina a desvendar este grande mistério. Quando algum deputado desavisado tentar não aprovar futuros auxílios, bastará o GAECO cumprir um mandado de busca e apreensão em qualquer gabinete. É um tiro certeiro.

Não é a toa que o MP Brasileiro é a instituição mais cara do planeta. Outra dor de cabeça para o MP é a situação do  ex-deputado Carli Filho. Ele está sendo responsabilizado, mas os membros do MP que seguiram o mesmo caminho da cachaça não só ficaram impunes, como ainda foram promovidos para o GAECO. Por essa razão, no meu livro ‘Operação Sepulcros Caiados I – Desvendando a “Face Oculta” do Ministério Público Brasileiro’, afirmo que GAECO é o Grupo de Atuação de Ébrios Contumazes. Portanto, protestar em frente à Assembleia contra deputados reféns da corrupção jurídica tem o mesmo resultado da tentativa de forçar os pulmões para encher uma bola furada. A única solução será enfrentar e ajudar a desmontar a democracia de aparência, criada pela corrupção jurídica. A prisão não deve ser só para políticos corruptos, mas também para juízes desonestos e promotores ladrões. Afinal, todos são iguais perante a lei.

 

Claudio MARQUES Rolin e Silva.

Delegado de Polícia Judiciária do Paraná, Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.

Autor do livro de ciência política ‘Operação Sepulcros Caiados I Desvendando a “face oculta” do Ministério Público Brasileiro‘ que trata da corrupção jurídica.

Conheça e apoie as 07 (Sete) medidas de COMBATE à Corrupção Jurídica, nos sites

www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br.


Comentários fechado.


Cadastre-se

Cadastrar

Redes Sociais