Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O governo, de forma ardilosa, para dividir as Polícias, retirou os militares do texto da reforma, com o claro intuito de usar todo o aparato militar contra os demais servidores, incluindo aí os servidores das Polícias Judiciárias dos Estados e  da União, Polícia Rodoviária Federal e Agentes Penitenciários. O governo não diz para a sociedade que os Servidores públicos, quando se aposentam, continuam contribuindo para a previdência até a morte. Afirmar que o sistema é deficitário é uma inverdade.

Esta reforma não muda o que é essencial, que é impedir que os sucessivos governos continuem dispondo de mecanismos para “usar” os valores recolhidos pelos trabalhadores para os mais diversos fins, notadamente corrupção. O Chile solucionou o problema da previdência com esta simples medida. No Brasil, um país com 12 milhões de desempregados, completar 49 anos de contribuição será um verdadeiro milagre. Um milagre necessário para receber o teto da aposentadoria, que será um valor inferior ao auxílio moradia e alimentação que é pago aos promotores e juízes de todo o Brasil, que já recebem os mais altos salários do funcionalismo público, cerca de R$33.000,00. Isto sem contar os penduricalhos da corrupção jurídica e as indenizações que nunca cessam.

Enfim, a reforma é necessária não porque o sistema é deficitário, mas sim para garantir as benesses de uma casta de privilegiados e intocáveis. A Presidente Dilma não teria sido submetida ao processo de impeachment se, em Portugal, no encontro sigiloso com o Presidente do STF, tivesse concordado em conceder o aumento de 78% ao judiciário. O esperto Michel Temer entendeu o recado e, mesmo alegando que o país estava “quebrado”, não titubeou em conceder o “agrado”.

Assistimos inertes a demonstração da enorme força e ganância da corrupção jurídica, que é o uso indevido do poder para obtenção de vantagens indevidas, com aparência de legalidade, mediante utilização do poder de intimidação natural dos integrantes das carreiras jurídicas, que detém atribuições para investigar, acusar e julgar. A manutenção do foro privilegiado é a garantia da continuidade da farra da impunidade e da corrupção, pois as investigações das Polícias Judiciárias continuarão servindo como moedas de troca na confraria dos corruptos com foro privilegiado. Uma vergonha.

 

 

Claudio MARQUES Rolin e Silva.

Delegado de Polícia Judiciária do Paraná, Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.

Autor do livro de ciência política ‘Operação Sepulcros Caiados I Desvendando a “face oculta” do Ministério Público Brasileiro‘ que trata da corrupção jurídica.

Conheça e apoie as 07 (Sete) medidas de COMBATE à Corrupção Jurídica, nos sites

www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br.


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