Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O cidadão comum acreditava que vivia em uma democracia, ledo engano. Estamos sob a égide de uma democracia de aparência, na qual  a cúpula dos poderes e instituições com atribuições fiscalizatórias se uniram  para extorquir a sociedade. É o que chamamos de democracia de aparência, ou melhor, “cleptocracia”, em que a sociedade “sobrevive” apenas para pagar impostos.

As Polícias Judiciárias, lutando contra todas as probabilidades, conseguiram se aprimorar ao longo de quase trinta anos de sucessivos e injustos ataques. Quando a barreira do foro privilegiado começou a ser transposta pelas Polícias investigativas, os adeptos da “cleptocracia” criaram mecanismos de maior proteção aos corruptos, exigindo que os Delegados de Polícia passassem a pedir autorização ao STF, STJ ou TJs,  para instaurar inquérito policial contra detentores de foro especial. Depois, passaram a exigir que os Delegados de Polícia indicassem quais testemunhas queriam ouvir e que pedissem autorização para coletar estes depoimentos. Desafio qualquer estudante de direito a informar em qual artigo da Constituição Federal constam essas “exigências”. Simplesmente não há. A aberração do foro privilegiado só fala em processar e julgar, nunca abordou o tema investigação. Este foi um mecanismo da “confraria do foro privilegiado”, para dar maior liberdade de ação e garantir a impunidade dos adeptos da corrupção empresarial, política e jurídica.

Governantes corruptos  não investem nas Polícias Judiciárias, cuja missão é a busca da verdade, pois esta e não interessa aos que se unem para dilapidar o erário. A Polícia investigativa é a única instituição que tem capacidade operacional para atingir os corruptos que orbitam no meio político e jurídico. Na Operação Lava Jato, foi a Polícia Judiciária Federal, juntamente com a imprensa, que conseguiu colocar no mesmo ringue os beneficiados com o  “caixa 2” e os beneficiados do “teto 2”. Uma verdadeira guerra de farrapos em matéria de moralidade. Diante destes fatos, a política de destruição total das Polícias Judiciárias está se fortalecendo, inclusive com forte e irrestrito apoio de Rodrigo Janot. O Procurador Geral já ajuizou sete ADINs contra governos que tentaram dar maiores garantias aos integrantes das Polícias Judiciárias.

Governos corruptos investem apenas nas polícias preventivas, pois estas não representam perigo algum para os corruptos refinados que habitam as cúpulas dos poderes e instituições com moralidade de aparência. No Paraná, temos atualmente 401 Delegados de Polícia, sendo que 132 já possuem tempo para aposentadoria. Lutamos há anos para abrir concurso para Escrivães de Polícia, profissional em franco processo de extinção, mas sempre esbarramos na alegação de falta de recursos. O  mesmo se repete na contratação de Investigadores e Peritos.

Volto a repetir: governos amparados por cúpulas corruptas não investem nas Policias investigativas. Não podemos esmorecer na luta em defesa da sociedade.

 

Marques, Claudio Marques Rolin e Silva, é Delegado de Polícia do Paraná. Presidente do SIDEPOL PR. Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves.  Autor do livro de ciências políticas “Operação Sepulcros Caiados I – Desvendando a “face oculta” do Ministério Público Brasileiro”, que é o único livro que aborda o tema da corrupção jurídica. O autor lidera uma campanha nacional pelo fim do foro privilegiado.

Para conhecer as 07 Medidas de Combate à Corrupção Jurídica, acesse os sites:

www.fimdoforoprivilegiado.com.br ou www.operacaosepulcroscaiados.com.br


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