Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

A  luta por contratação de mais Delegados de Polícia, Escrivães e Investigadores é uma constante, pois devemos buscar estruturar de forma adequada a Polícia Judiciária. Temos enfrentado muita dificuldade na questão de falta de recursos, porém temos observado uma predileção para investimentos em contratações apenas de forças preventivas. Paralelamente a isso, estamos lutando para eliminação completa das carceragens ilegais em Delegacias de Polícia, pois só com maior efetivo e sem atuação em desvios de função, conseguiremos implantar a doutrina de cerco total preventiva à toda modalidade corrupção e desvios de recursos públicos. Estamos no aguardo de reunião com o Diretor Geral da Secretaria da Fazenda para tratar das contratações e abertura de novos concursos.

Concomitantemente, junto com ADEPOL e SINCLAPOL,  temos travado um enfrentamento aos crimes de usurpação de funções da Polícia Judiciária por parte de integrantes da Polícia Militar, que agem amparados por representantes do Ministério Público. Tivemos nova reunião ontem, segunda-feira (17), na Corregedoria do Tribunal de Justiça. A única Subdivisão que encaminhou informações sobre atos de usurpação, foi a SDP de Ponta Grossa. Solicitamos que encaminhem com urgência todas as informações que tratam de investigações de crimes comuns por parte de Policiais Militares. Sabemos da importância da Polícia Militar no trabalho de prevenção, e não podemos permitir que a prevenção ao crime seja sistematicamente prejudicada com a retirada gradativa de efetivo das ruas.

Estamos também atentos a questão da reforma da previdência, reposição da inflação, correção da inconstitucionalidade da tabela dos subsídios e pagamentos das indenizações por remoção, atrasadas desde 2013. Não podemos jamais abrir mão de nossas atribuições ou dos nossos direitos. As verbas que o governo economiza com o sangue e suor dos Policiais, são destinadas a garantir a continuidade da farra nos poderes e instituições que gozam de autonomia financeira plena. Ou a crise existe para todos, ou não existe para ninguém. No mesmo Estado que não disponibiliza verbas para serviços básicos à população, como o trabalho das polícias judiciárias, é inconcebível a existência de uma “ilha de prosperidade e imoralidade”.

Na próxima semana, agendaremos reunião conjunta com os representantes das Entidades de Classe para traçar as ações a serem adotadas para garantir os recursos necessários às novas contratações e soluções de pendências financeiras.

 

A Diretoria.

 


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