Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), Ricardo Teixeira Casanova, acompanha na manhã desta segunda-feira (4), a situação da fuga de presos da carceragem da 9ª Subdivisão Policial, registrada na noite de domingo (3).

Dezenove detentos fugiram, dois foram recapturados na madrugada, mais um foi recapturado pela manhã e outro se entregou. Eles renderam o agente e fugiram pelo teto.

Casanova fez afirmações contundentes sobre a situação de trabalho da Polícia Civil no Estado. Segundo ele, “não adianta a Secretaria de Estado da Segurança Pública exigir segurança e não dar condições adequadas de trabalho para as polícias”. “Temos um sucateamento das polícia em todo Estado, principalmente da polícia judiciária (Polícia Civil)”, diz. “Trabalhamos com metade do efetivo e ainda cuidando dos presos”, acrescenta.

Ele enfatizou que “como os policiais precisam cuidar dos presos, deixam de investigar crimes, sem solucionar os crimes acaba ocorrendo impunidade e isso gera mais criminalidade”. “Não adianta a Sesp anunciar a construção de penitenciárias que sequer existem”, afirma.

Ainda conforme Casanova, o Sidepol tem realizado uma série de audiências públicas em todo o Estado para debater as condições de trabalho da polícia e das carceragens. “Também temos um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná e uma ação judicial proibindo o recolhimento de presos nas unidades policiais”, conclui.

Sesp

A Secretaria de Estado da Segurança Pública foi questionada em relação às declarações do vice-presidente do Sidepol. Confira a nota na íntegra:

 

A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária esclarece que, ao contrário do que informou o Sidepol, as obras de construção e ampliação de penitenciárias no Estado estão em andamento.

Informamos também que a cúpula da segurança pública, assim como a direção da Polícia Civil e do Departamento de Execução Penal (Depen), estão cientes do problema de superlotação nas carceragens das delegacias do Estado. Importante salientar que já houve avanços: no início de 2011 a Polícia Civil gerenciava em torno de 14 mil presos e hoje o número é de aproximadamente 9,5 mil.

Em conjunto, as instituições tem trabalhado para reduzir o número de presos em delegacias. Semanalmente, o Comitê de Transferência de Presos (Cotransp), que conta com representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público, autoriza a transferência de presos de delegacias para o sistema prisional. No entanto, as vagas só são abertas com a saída de presos e, para isso, é preciso autorização do Poder Judiciário.

A solução para o caso de superlotação são as 14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do Estado. Serão abertas cerca de 7 mil novas vagas com essas novas unidades prisionais.

Além disso, é uma alternativa a adoção das tornozeleiras eletrônicas para aqueles presos que cometeram crimes de menor potencial ofensivo e que passam a ser monitorados a partir do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária. O número de presos monitorados subiu de 500 no início de 2015 para aproximadamente 5,6 mil este ano – uma eficiente política de desencarceramento.

 

 

Colaboração Índio Maringá/Leco Mendes/Rede Massa.

Fonte: Massa News – 04.09.17

 


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