Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias instaurou procedimento para acompanhar denúncia sobre a prisão do soldado capixaba Nero Walker da Silva Soares. A denúncia foi enviada pelo delegado do Paraná, Cláudio Marques Rolin e Silva, para a Câmara dos Deputados e, nessa quarta-feira (20), também para a Anistia Internacional.

A CDHM em Brasília recebe petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. Além disso, avalia e investiga as denúncias relativas à ameaça ou violação de direitos humanos e encaminha relatórios periódicos aos organismos internacionais de proteção dos Direitos Humanos com as denúncias mais graves de violação de direitos não solucionados pelo Estado brasileiro.

O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT-AL), o Paulão, presidente da CDHM da Câmara dos Deputados, já solicitou informações sobre a situação prisional do soldado Nero Walker à Sejus, conforme informou em despacho: “Tendo em vista os fatos relatados, bem como o acompanhamento dos seus desdobramentos por este colegiado parlamentar, solicitamos à Secretaria de Justiça do Espírito Santo que encaminhe informações sobre as condições prisionais em que se encontra o senhor Nero Walker”.

O policial Nero Soares encontra-se preso, incomunicável, e não tem sido apresentado em consultas médicas necessárias ao adequado tratamento que necessita.

“Agora o caso Nero Soares vai sair do âmbito restrito do Espírito Santo. Recebemos informações de situação muito grave com relação ao policial militar Nero Soares. Fatos que requerem urgência na adoção de medidas. Esse pedido de informações da Câmara dos Deputados é uma forma de fazer com que, a partir de agora, passem a zelar pela proteção, segurança e garantia da integridade física do policial Nero”, afirmou Marques Rolin e Silva.

Ele também informou que recebeu novas denúncias a respeito da situação do soldado Nero e que novas medidas estão sendo adotadas. “Hoje (20) encaminhamos o documento para a anistia internacional. Na próxima semana adotaremos outras medidas. Agora vamos monitorar a situação, agora eles sabem que o caso Nero Walker saiu do âmbito do estado. A prisão absurda do Nero é um mecanismo para ‘proteger’ a hierarquia e a disciplina”.

Marques Rolin e Silva disse, ainda, que quarta-feira (20) a comissão entregou comunicado do caso Nero à frente parlamentar evangélica, que é composta por 94 deputados, e que nesta quinta-feira (21) entregará o comunicado do caso Nero Walker à ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, e ao Secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto Santos Cruz.

As informações sobre o policial militar foram divulgadas no site da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo.


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