Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná protocolou, em 30 de janeiro, o ofício n° 002/2018, destinado ao presidente da Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (ASSOFEPAR), solicitando a comprovação de supostos repasses privilegiados feitos pela SESP à Polícia Judiciária do Paraná, em detrimento da Polícia Militar, conforme afirmado pelo presidente da ASSOFEPAR.

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Abaixo, o teor do ofício:

Ofício nº 002 /2018

Curitiba, 24 de janeiro de 2018.

Ilustríssimo Sr.

Coronel Izaías de Farias

Presidente da ASSOFEPAR

Curitiba-PR

 

Ilustríssimo Senhor Presidente:

 

Cumprimentando-o, através do presente, solicito em caráter de urgência, cópia dos documentos que comprovam repasses privilegiados feitos pela SESP, à Polícia Judiciária do Paraná e em detrimento da Polícia Militar. As afirmações equivocadas e fora do contexto da realidade feito por Vossa Senhoria, que demonstra claros objetivos políticos e corporativistas, acabam por atingir a imagem da Polícia Judiciária.

Gastos com alimentação de presos, construção de presídios e aquisição de celas modulares não são investimentos para a Polícia Judiciária, uma vez que a Polícia Judiciária está há mais de trinta anos atuando em desvio de função na custódia de presos, e sequer é citada na Lei de Execução Penal.

Por outro lado, a questão da aquisição de pistolas GLOCK é um processo do qual não temos como recuar, tendo em vista os lamentáveis episódios ocorridos com diversos de nossos policiais em virtude de utilização de armamentos de qualidade duvidosa que colocam em risco a integridade física dos Policiais e dos cidadãos.

A questão relacionada a aquisição de novos armamentos  envolve também os Policiais Militares, uma vez que a Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves atua em defesa dos direitos humanos de todos os integrantes das Forças de Segurança.

Sobre supostas vantagens em recompras de armas antigas  oferecidas por determinada empresa, convém esclarecer que a vida de nossos corajosos Policiais e a vida dos cidadãos que juramos defender, não pode ser negociada..

A audiência pública que em breve será realizada será o momento oportuno para desfazer algumas celeumas e trazer a verdade acerca de alguns interesses de grupos que resultam em sérios prejuízos aos integrantes das Forças de Segurança.

A redução do número de Policiais feridos e mortos em ação é  uma das metas do Plano Orientador Nacional de Planejamento Estratégico das Polícias Judiciária, elencadas no Eixo – I – Direitos Humanos (dos integrantes das Forças Policiais e todas as medidas e ações urgentes previstas no Programa Proteção para o Protetor, são extensíveis também aos integrantes das Polícias Militares.

Atenciosamente,

Claudio Marques Rolin e Silva

Presidente do SIDEPOL

Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves

 

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Acesse o link para visualizar o documento protocolado: Ofício 002/2018.

 


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