Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná

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O Delegado de Polícia Federal Wagner Mesquita de Oliveira assumiu a Secretaria de Segurança Pública como interino em um dos momentos mais conturbados do atual governo e, por sua competência e profissionalismo, foi efetivado no cargo.

Enfrentou, desde o início, verdadeiros atos de insubordinação de grupos que pensam que a hierarquia é apenas meio para exigir obediência cega de seus subordinados. Agem como se hierarquia fosse apenas aplicável de cima para baixo e não cabível com relação a uma autoridade civil.

O Secretário, assumindo um ônus alheio, sofreu desgastes ao comparecer pessoalmente na sede da poderosa e atuante Associação dos Delegados de Polícia para informar que, devido à crise financeira, não teria como atender uma demanda prometida por escrito por outros integrantes do governo.

Seguindo o exemplo dos Delegados da Polícia Federal que o antecederam, abriu as portas da Secretaria de Segurança Pública e tratou, com o mesmo respeito e dignidade, todos os integrantes das Forças Policiais, desde o mais simples servidor ao mais alto escalão de comando. Já administrando crises sucessivas, aceitou mais um grande desafio ao encampar na SESP a responsabilidade pela complexa administração penitenciária.

Abraçou e incentivou as medidas do Programa Proteção para o Protetor, previstas no Plano Orientador Nacional de Planejamento Estratégico das Polícias Judiciárias, inseridas no Eixo Orientador I, que trata dos Direitos Humanos dos Policiais (Civis e Militares). Para isso, contrariou interesses corporativistas e abriu caminho para aquisição de armamentos mais seguros e adequados ao uso diário dos Policiais.

Apesar do atraso das obras, não mede esforços na busca de soluções definitivas para a caótica situação de presos recolhidos ilegalmente nas Delegacias de Polícia Judiciária, buscando cumprir a promessa do único governo que teve a coragem de enfrentar esta questão. Os outros sequer permitiam que o assunto fosse discutido.

O Secretário tem demonstrado sabedoria para atuar em um governo extremamente conciliador e avesso à atos de perseguição. Infelizmente, estas elogiáveis qualidades faz do governo um verdadeiro “refém” da ganância e do excesso de poder dos adeptos da corrupção jurídica, composta por uma ala criminosa do Ministério Público que age como se os valores dos impostos pagos pelos contribuintes existissem apenas para satisfazer os seus privilégios indefensáveis e imorais.

Devido à ganância da máfia da toga, os servidores públicos do poder executivo sequer receberam a reposição dos índices de inflação, o que tipifica redução salarial. Não sem razão, no livro de ciências políticas “Operação Sepulcros Caiados I – Desvendando a ‘face oculta’ do Ministério Público Brasileiro”, afirmo que o Ministério Público pode ser considerado uma “desorganização” criminosa, já o GAECO pode ser adequadamente chamado de Grupo de Amparo à Extorsão do Contribuinte.

Restaram, evidentes, os esforços descomunais dos promotores do GAECO de Londrina para envolver nomes de políticos em delações obtidas através de prisões arbitrárias. Como exemplo, podemos citar o caso do auditor fiscal Orlando Aranda, uma das provas cabais e irrefutáveis de que prisões arbitrárias são utilizadas como verdadeiros instrumentos de tortura psicológica para forçar delações e envolver autoridades. Tudo com o objetivo espúrio de garantir o “acesso” irrestrito aos cofres públicos e fortalecer os mecanismos da corrupção jurídica.

Mesmo com todo este cenário desfavorável de insubordinações e de restrição orçamentária para satisfazer os desejos da máfia da toga, os índices de homicídios foram reduzidos contando com o esforço e dedicação dos verdadeiros Policiais, que honram o seu juramento de defender a sociedade.

Quanto ao corpo que de forma lamentável ficou treze horas no aguardo de remoção, convém lembrar ao beneficiários da corrupção jurídica que o valor de um único “auxílio moradia” seria suficiente para contratar mais um servidor para o IML. A soma de todos estes auxílios possibilitaria a contratação de centenas de Delegados de Polícia, e não apenas vinte, em um cenário que prevê mais de cem aposentadorias nos próximos meses.

Por uma questão de ética e reconhecimento, a Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves registra aqui seu apreço e admiração pelo Secretário de Segurança, Delegado Wagner Mesquita de Oliveira, que certamente figura no rol dos mais competentes secretários de segurança que já atuaram no Paraná e, ainda, com o diferencial de atuar em um momento de grave crise financeira ampliada pelos achaques imorais do Ministério Público mais caro do planeta.

 

Curitiba, 02 de fevereiro de 2018.

 

Marques – Claudio Marques Rolin e Silva

Delegado de Polícia, Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves, Presidente do SIDEPOL/PR

Marques Claudio Marques Rolin e Silva, é Delegado de Polícia Judiciária do Paraná, Coordenador Geral de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves. Graduado em Direito pela UEL e em Teologia pela Faculdade Sul Americana. Pós-graduado em Direito Público pela UNOPAR e especialista em Gestão de Segurança Pública pela Escola Superior de Polícia Judiciária do Paraná. Professor de Ética e Cidadania da Escola Superior de Polícia Judiciária. Ministra palestras de Liderança, Direitos Humanos e corrupção jurídica. Autor do Livro Operação Sepulcros Caiados – Desvendando a “face oculta” do Ministério Público brasileiro, único livro de ciências políticas no Brasil que desvenda os meandros da corrupção jurídica. O autor é idealizador das 07 Medidas de Combate à Corrupção Jurídica.

Para conhecer o livro e as 07 Medidas de Combate à Corrupção Jurídica, acesse os sites:

www.operacaosepulcroscaiados.com.br ou www.fimdoforroprivilegiado.com.br


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